domingo, 13 de maio de 2012

Semana da Vida - 13 a 20 de Maio de 2012



COMPROMETIDOS COM A VIDA 


Comprometer-se com a vida é o grande desafio a todos sugerido. A vida é o maior dom dos dons e o maior bem dos bens! Privados deste dom, nada existe! Não somos! 

Comprometidos com a vida – Uma expressão carregada de dinamismo, da qual emerge um forte imperativo à acção e ao compromisso activo na promoção e na defesa da vida. Comprometer-se com a vida é salvaguardar os seus direitos fundamentais: o direito a existir, o direito ao reconhecimento do seu carácter inviolável, porque sagrado; o direito ao respeito, ao amor, à protecção, à segurança, à educação, a um crescimento saudável e harmonioso; o direito às condições básicas para viver dignamente e com o mínimo de qualidade, em qualquer fase da vida. 
Na sua magna Carta Encíclica, O Evangelho da Vida, João Paulo II indica as atitudes, as acções concretas, as formas, os meios, as estruturas e os agentes que devem ser accionados em defesa dos direitos fundamentais da vida. Entre esses inúmeros “instrumentos”, situa-se a oração. 
«É urgente uma grande oração pela vida, que atravesse o mundo inteiro. Com iniciativas extraordinárias e na oração habitual, de cada comunidade cristã, de cada grupo ou associação, de cada família e do coração de cada crente, eleve-se uma súplica veemente a Deus, Criador e amante da vida» (EV 100). 
Esta proposta de oração diária pretende ser uma ajuda em ordem a um maior compromisso, por parte de todos, na valorização e defesa do dom da vida humana. Pensados para as famílias, estes pequenos esquemas podem servir para outros grupos e comunidades, e até para a oração pessoal. Pressupõem, no entanto, uma pequena preparação que alguém, de cada vez, se proporá em espírito de serviço.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MENSAGEM PARA O TEMPO DA QUARESMA E DA PÁSCOA DE 2012 BISPO DE VIANA DO CASTELO

1. “A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor.” É assim que o S. Padre Bento XVI inicia a sua mensagem para a Quaresma deste ano – um percurso, como ele acrescenta, “marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.” E desenvolve a sua reflexão, baseando-se na exortação de Heb 10, 24: Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
Parece-me particularmente oportuno, para a situação em que vivemos, o que o S. Padre escreve sobre a atenção mútua a que o texto bíblico apela: “A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os aspectos: físico, moral e espiritual.” E o Papa insiste principalmente no bem espiritual, para o qual deve contribuir “a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos.”
Na prática, o Sumo Pontífice está a realizar aquilo a que nos convida: a chamar a nossa atenção de cristãos ou, talvez mesmo, a corrigir-nos de uma prática do amor que, sendo parcial, pode até ser nociva. Vejam-se, antes de mais, os casos extremos de pessoas que se aproveitam dos bens materiais que partilhamos, sem deles realmente necessitarem ou até – o que ainda é pior – para alimentar vícios que são prejudiciais, a elas e aos outros. Afinal, o que lhes falta é o bem moral e espiritual.
Mas, mesmo para com pessoas realmente carenciadas de bens materiais, a nossa ajuda não pode restringir-se a esse nível. Diz o S. Padre que “a responsabilidade pelo próximo significa querer favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem.” E trata-se de “todo o seu bem.” E, pelo menos para nós cristãos, ninguém é bom senão Deus, como diz Jesus ao homem rico desejoso de alcançar a vida eterna (Mc 10, 18). Só em Deus encontramos o sumo bem, como acontece com Jesus.
Repare-se, a este propósito, no que o Papa escreveu na encíclica Caritas in Veritate (n.º 11), publicada quando rebentou a crise económica e social que nos afecta: “O autêntico desenvolvimento do ser humano diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões.” Por isso, “requer uma visão transcendente da pessoa, tem necessidade de Deus: sem Ele, o desenvolvimento ou é negado ou acaba confiado unicamente às mãos do ser humano, que cai na presunção da auto-avaliação e acaba por fomentar um desenvolvimento desumanizado.”
Isto significa, por um lado, que é Deus, e não apenas um simples impulso humano, que nos leva à prática do bem, e, por outro, que tudo devemos empreender para que os outros, incluindo os que ajudamos materialmente, acolham nas suas vidas esse maior dom, que é Deus.
Mas não vamos, com isto, cair na tentação do proselitismo, exigindo a fé em Deus como moeda de troca pelo bem que fazemos. Diz o Youcat (Catecismo Jovem da Igreja Católica, n.º 354): “Ninguém deve forçar os outros, mesmo os próprios filhos, a ter fé, como ninguém deve ser forçado a não crer. O ser humano só pode optar pela fé em total liberdade. Não obstante, os cristãos são chamados, pela palavra e pelo exemplo, a ajudarem as outras pessoas a encontrar o caminho da fé.”
O exemplo mais convincente é o da caridade. Como escreve S. Paulo, a fé actua pela caridade (Gl 5, 6). É na prática da caridade que encarna e mais se revela o amor extremo de Deus, manifestado na morte e ressurreição de Seu Filho, um amor experimentado ao vivo por aqueles a quem, levados por ele, fazemos o bem. E então, sim, é muito mais fácil falar-lhes de Deus e atraí-los para Ele e para o bem de que Ele é fonte insubstituível.

2. Mas para isso precisamos de renovar ou aprofundar a nossa comunhão com Deus. Se no jejum e na partilha se exprime sobretudo a caridade, a oração e o silêncio são necessários para que na prática dessa caridade mantenhamos a pureza e a persistência que só o Deus em quem acreditamos nos pode proporcionar.
Nesse sentido, convido todos os diocesanos, sacerdotes e seminaristas, consagrados e cristãos leigos, a servirem-se do percurso proposto na minha Carta Pastoral “Cristo em vós: a Esperança da Glória” para a vivência dos tempos quaresmal e pascal, principalmente na oração e reflexão. Sugiro mesmo que se distribua a sua leitura do seguinte modo:
- A 1ª parte – “Ao encontro comigo próprio” – aborda temas (a luta pela vida, a necessidade de Deus, os dramas do pecado e da morte) cuja reflexão se situa melhor no tempo da Quaresma em que somos convidados à conversão de vida.
- A 2ª parte – “Ao encontro de Cristo” – apresenta-nos a boa nova da ressurreição e morte de Cristo e os seus efeitos salvíficos naqueles que a acolhem pela fé e pode, por isso, ser uma preciosa ajuda para a vivência do tempo especificamente pascal.
- A 3ª parte – “Com Cristo ao encontro com os outros” – trata do testemunho vivo que, como cristãos, devemos dar do Ressuscitado, na Igreja e no mundo, e aconselha-se, por isso, a sua meditação nos tempos mais próximos do Pentecostes.
Para esta caminhada cristã pode ser muito preciosa a reflexão em grupos. Podemos assim ajudar-nos uns aos outros a que cada um se encontre com Cristo, e estaremos deste modo a pôr em prática o amor, na vertente que o S. Padre, na mensagem quaresmal, nos apresenta: a “recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.”

3. Desejo, finalmente, comunicar os três destinos, em partes iguais, da renúncia quaresmal e do contributo penitencial deste ano, depois ser ouvido o Conselho Presbiteral:
- O Fundo Social Solidário, ao cuidado da Conferência Episcopal Portuguesa, que, deste modo, está a socorrer, a nível nacional, os mais carenciados, principalmente de bens materiais.
- O Santuário de Nossa Senhora da Peneda, de que a nossa diocese precisa como verdadeiro centro de espiritualidade cristã.
- A Casa Sacerdotal da nossa diocese, em que procuramos proporcionar aos sacerdotes mais debilitados o conforto e o repouso de que necessitam.
Procuremos fazer das nossas ofertas uma expressão do amor que recebemos de Deus e que tem, na generosa partilha de bens, uma das suas expressões mais visíveis.

Viana do Castelo, 12 de Fevereiro de 2012


+ Anacleto Oliveira (Bispo de Viana do Castelo)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Passaram cinco anos, mas não nos esquecemos....

Senhor Jesus, que fielmente visitais e cumulais com a vossa Presença a Igreja e a história dos homens;

Que no admirável Sacramento do vosso Corpo e do vosso Sangue nos tornais partícipes da Vida divina e nos fazeis antegozar a alegria da Vida eterna;

Nós vos adoramos e vos bendizemos.

Prostrados diante de Vós, nascente e amante da vida realmente presente e vivo no meio de nós, nós Vos suplicamos:

Voltai a despertar em nós o respeito por cada vida humana nascente, tornai-nos capazes de entrever no fruto do ventre materno a obra admirável do Criador,

Disponde os nossos corações ao acolhimento generoso de cada criança que está para nascer.

Abençoai as famílias, santificai a união dos esposos, tornai fecundo o seu amor.

Consolai os cônjuges que sofrem por causa da impossibilidade de ter filhos e, na vossa bondade, sede providente para com eles.

Educai todos a cuidar das crianças órfãs ou abandonadas, para que elas possam experimentar o calor da vossa Caridade, a consolação do vosso Coração divino.

Com Maria vossa Mãe, em cujo seio assumistes a nossa natureza humana, esperamos de Vós, nosso único e verdadeiro Bem e Salvador, a força de amar e servir a vida, à espera de viver sempre em Vós, na Comunhão da Bem-Aventurada Trindade.
Ámen

(Papa Bento XVI) 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dá valor ao tempo...

Hoje um novo dia acontece para ti.
Uma nova oportunidade de abrir os olhos
E reencontrar o teu mundo, as tuas cores,
Os teus companheiros, a tua respiração,
O teu concentramento, a tua direcção...
Procura estar atento ao teu momento.
Àquilo que viverás.
Cuida de ti, entra em contacto com a tua luz divina e
Agradece por estares a participar em mais um dia.
Ama, dança, celebra.
vive o teu dia como se fosse o único.
Fica atento: neste dia chegar-te-á o momento
Onde a aprendizagem ser-te-á dada e tens que estar presente.
Se ao contrário, mais uma vez.
Podes perder a oportunidade.
Absorve as boas coisas que te chegarão e
Descarta aquelas que tiverem a intenção de
Esvaziar-te o coração.
Olha sempre para onde a luz brilha
e lá estará a tua alegria, a tua serenidade.
Quando o anoitecer chegar
Deixa que as tuas estrelas
Possame star presentes
Iluminando o teu céu interior e descansa.
Deus cuidar-te-á para que novamente despertes
Para um novo dia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Entregar a noite...

Em exame de consciência, revejo o meu dia, à luz do Teu amor imenso. Onde encontrei os espinhos das minhas culpas, Tu fizeste-os desabrochar em bem-me-queres de paz. Quando entortei as linhas dos meus deveres, Tu escreveste direito:«Quero-te todo o bem à pupila dos meus olhos». Agora vou descansar e sinto que reclinarei a minha cabeça num travesseiro de magnífica ternura, que é o teu próprio coração.
 
Mil vezes obrigado!



Manuel Marujão, s.j.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar

Evangelho segundo S. Marcos 3,22-30 
Naquele tempo, os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: «Ele tem Belzebu!» E ainda: «É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.»
Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás?
Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar;
e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir.

Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim.
Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa.
Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado;
mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno.»
Disse-lhes isto porque eles afirmavam: «Tem um espírito maligno.»


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

COMUNICADO: Curso Nacional de Animadores 2012


A ACR realizou o Curso Nacional de Animadores na Casa Diocesana de N. Sr.ª do Socorro, em Albergaria-à-Velha, nos dias 7 e 8 de Janeiro de 2012 com o tema: Economia de Todos e para Todos.
Participaram cerca de 70 Militantes e Simpatizantes, das várias dioceses onde o movimento está implantado, sendo este momento um importante apoio ao trabalho dos animadores e futuros animadores das equipas e grupos de acção.

O Seminário iniciou com um momento de oração, centrado naquela que é a missão desta actividade, formar os animadores de grupos. O animador é testemunha, «é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe». É essencial que cada um saiba o que tem para dar e para receber; é preciso haver disponibilidade para caminhar.

Os trabalhos foram orientados pelo Doutor Rogério Roque Amaro, Professor Associado do Departamento de Economia do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, do Instituto Universitário de Lisboa), doutorado em “Análise e Planificação do Desenvolvimento”. As suas linhas de investigação e de ensino assentam em: Economia do Desenvolvimento, Desenvolvimento Local, Economia do Território, Economia do Ambiente e Economia Social e Solidária. Perante as realidades actuais, falou das várias formas de economia, dando particular destaque à Economia Solidária.

A Economia Solidária visa o bem comum, orientando-se pelo princípio eclesial: «viviam unidos e colocavam tudo em comum» (Act 2, 44). As principais características desta economia são: uma solidariedade sistémica (social, cultura, ambiental) e uma economia democrática e de qualidade. Na sociedade actual, tendo a crise como pano de fundo, as pessoas estão desprotegidas e inseguras, jovens e adultos têm dificuldade em encontrar emprego. Perante este panorama, todos precisam dar e receber ajuda, e a Economia Solidária assume particular relevância.

O mais importante num país deve ser a Economia Solidária, pois vai muito para além do problema económico, vai em busca da importância da pessoa. Não é por a solidariedade ser realizada de forma voluntária que tem ou pode ter menor qualidade. Para além de defender que a Economia Solidária deve ter qualidade, Roque Amaro acredita que «a economia solidária é a economia do futuro.»

A terminar o Curso, sob o tema Acolher o Outro, orientado por Gastão Veloso, os participantes reflectiram sobre como criar novos caminhos, de modo a formar uma sociedade mais justa e solidária. Existem três tipos de dar: “dar para receber” (Mercado), “dar por dever” (Estado) e “dar-se” (dádiva, Amor). O valor da dádiva só existe se houver relação com o outro.

Neste momento de grandes desafios e oportunidades, a ACR manifesta a sua preocupação com o bem comum, querendo estar ainda mais próxima daqueles que necessitam. A ACR assume a sua missão interventiva no meio, sendo este Curso um verdadeiro «ginásio de santidade», contribuindo para a formação daqueles que comunicam a mensagem de Cristo que a ACR transporta aos seus grupos, que se encontram em formação e em crescimento.

Estar «atento e vigilante» resume aquilo que é o Método de Revisão de Vida (VER-JULGAR-AGIR). Entrar em acção é continuar a contribuir para este Crescer e Recriar o Futuro na Esperança.


Albergaria-à-Velha, 8 de Janeiro de 2012
A Direcção Nacional

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Campo de Férias ACR Viana 2011

Foram três dias muito especiais que reuniram os nossos jovens nos passados dias 22, 23 e 24 de Julho. Este campo de férias tinha como pano de fundo o "Voluntariado".




Por entre caminhos descobertos, amizades criadas e a certeza de um futuro melhor, vários foram os momentos de partilha, de amor e de oração.

Foi um ano duro, mas um ano especial que acaba em beleza.

Àqueles que irão, vemo-nos em Agosto nas JMJ.
Aos restantes: preparem-se para o dia do Mundo Rural.



Boas férias!